A ROMARIA – CHEGOU A VEZ DE ITAPIPOCA







UM POUCO DE HISTÓRIA
Os registros mais antigos sobre as origens do povoamento de Itapipoca indicam que, pela metade do século XVIII, ali se estabeleceu o português Jerônimo de Freitas Guimarães, que se aproximou de outros moradores que o precederam na conquista daquelas terras situadas entre o mar e serra. Sua denominação original era Arraial de São José, depois Vila Velha, Imperatriz e, desde 1889, Itapipoca. Itapipoca é conhecida como “cidade dos três climas”, por haver em seu território praias, serras e o sertão.O topônimo Itapipoca vem do tupi-guarani itá (pedra, rocha), pi (pele, couro, revestimento) e poca (arrebentar, estourar), significando: pedra arrebentada ou rocha estourada.As terras entre a serra de Uruburetama e ao lado oeste do rio Mundaú, que hoje fazem parte do município de Itapipoca, eram habitadas por diversas etnias indígenas Tupi e Tapuia, entre elas: Tremembé, Anacé, Apuiaré e tantas outras etnias.No Século XVII, com definitiva ocupação da terras do Siará Grande pelos portugueses, esta região começou a ser ocupada via lei de Sesmarias. As primeiras possessões foram os sítios Santo Amaro e São José.Com a expansão da pecuária no ciclo do couro e da agricultura do algodão, esta ocupação intensifica-se e Itapipoca consolida-se como centro urbano no século XIX.A maior parte do território é coberto pela caatinga arbustiva aberta e densa mais ao interior e por tabuleiros costeiros mais próximos ao litoral. Apresenta também regiões de caatinga arbustiva na região serrana e mangue próximo à foz do rio Mundaú.O território da diocese é contemplado pelas três subregiões: sertão, serra e litoral. A sede é clima é agradável e as belezas naturais são um convite à estadia em Itapipoca nas opções: Serra (cachoeiras e trilhas), Sertão (com fazendas antigas e açudes) e litoral (com praias quase nativas).Sob as bênçãos de Nossa Senhora das Mercês, Itapipoca respira a paz em gozo perene de esperanças, lutas e glórias e acolhe, com animado ardor e afeto, os romeiros e romeiras da 15ª Romaria da Terra.



A Romaria é espaço para afirmação e ou renovação do nosso compromisso com:
A realização de uma grande celebração do anúncio da boa nova da esperança como ação de graças pelas iniciativas que nascem dos povos que vivem nas comunidades urbanas e rurais.
A luta pela vida no semiárido;
A luta em defesa da história e recriar a cultura dos povos do semiárido nordestino: povos indígenas e seus remanescentes, povos afro-brasileiros, camponeses e camponesas, jovens, mulheres e pessoas idosas do campo;
A garantia dos direitos das famílias impactadas pela especulação imobiliária e fundiária;
A luta em defesa dos Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais das populações atingidas pelos grandes projetos;
A promoção de uma educação pública contextualizada a partir da realidade nordestina;
A luta pela Reforma Agrária e pelo acesso à água, sempre sob uma perspectiva bíblica;
As organizações camponesas, para que estas venham a assumir e defender projetos que visem à melhoria de qualidade de vida, com dignidade, das famílias;
A veiculação de denúncias das várias formas de injustiça e violência sofridas pelos camponeses e as camponesas;
A viabilização do intercâmbio entre as famílias residentes na cidade de Itapipoca com as famílias que virão de todo o Estado.

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